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Enfim assuntos sobre o passado e sobre nosso cotidiano relacionado à História do Brasil e do Mundo.







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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

5 Técnicas de discurso para fortalecer a luta feminista

Truísmo é o nome que reservamos, em filosofia, para a banalidade que, verdadeira, produz efeitos que vão muito além daqueles que estritamente poderíamos derivar da veracidade que enuncia. (...) Pois bem, os truísmos funcionam assim. Todo truísmo tem seu momento liberador. Ele expressa, como todo clichê, uma banalidade que não é falsa, mas que pode muito bem funcionar para falsificar a realidade – especialmente depois que, já disseminado, passa a ser usado para travar o pensamento e, não raro, silenciar o outro. Já que tirei a semana para fazer posts que vão me servir no futuro, aproveito para tratar de cinco truísmos que encontro com frequência por aí. (nota das Maçãs Podres: quem se interessar poderá publicar nos comentários outros truísmos que identificarem)

1. Cada um tem sua opinião. É o pai, ou a mãe, de todos os truísmos. Como todos os outros, ele é vítima da reversibilidade: ora, se “cada um tem sua opinião”, seria possível, em tese, formular a opinião contrária – a de que cada um não tem sua opinião. Isso significa que, para que esse truísmo seja verdadeiro, ele tem que ser falso. O paradoxo é que quem recorre ao “cada um tem sua opinião” como instrumento de debate não está jamais exprimindo opinião própria. Está, invariavelmente, repetindo opinião ouvida alhures. Afinal de contas, quer afirmação mais universalizante que “cada um tem sua opinião”? Quem diz isso no interior de uma discussão não está abrindo-se para o diálogo. Está fechando-o antes que ele se inicie. Dizer “cada um tem sua opinião” é como dizer “eu sou mentiroso”: trata-se de uma afirmação que implode no momento em que ela é feita.
. Futebol não tem lógica. Este é o truísmo a que recorremos quando fracassa nossa explicação do jogo. Como todo truísmo, ele é verdadeiro e falso. Afinal, haverá coisa no mundo que tenha mais lógica do que o futebol? Simplesmente trata-se de que o futebol não se pauta por aquilo que costumamos chamar de “lógica” no discurso cotidiano, ou seja, a lógica positivista do encadeamento das causas e efeitos, que ordena esportes mais gerenciais e matemáticos como o futebol americano e o basquete. O futebol funciona de acordo com a lógica da contingência que, se você for observar bem, está muito mais próxima da lógica que ordena o mundo.

3. Não se pode comparar (cinema e literatura): Deixo os dois termos da comparação entre parênteses porque não importa quais eles sejam. A coisa funciona da mesma forma. No caso em questão, o truísmo teve seu momento liberador quando serviu para combater certa tendência a se trabalhar adaptações de romances ou contos a partir de uma metafísica da fidelidade. Ele desnudava uma certa prepotência literária, que insistia em pensar sua arte como superior, e o cinema como acessório que não podia se ombrear com ela. Hoje esse clichê já é, como o "cada um tem sua opinião", um apêndice da preguiça de pensar. Basta relacionar um livro e um filme para que você ouça isso. É invariavelmente um instrumento para silenciar o debate. Basta estabelecer uma comparação para que alguém diga que não se podem comparar coisas diferentes. Como se houvesse algum sentido em comparar coisas idênticas. Esta crítica ao truísmo não implica, claro, que eu ache que toda comparação procede. Há que se ver caso a caso.
Todos os que se sentem ofendidos têm o direito de procurar a justiça. É o truísmo favorito dos advogados (não todos, claro), ao qual recorrem quando se critica a decisão de algum Maiorana de processar um Lúcio Flávio, ou de uma Leticia W. de processar um Milton Ribeiro. Evidentemente, o argumento é verdadeiro. Todo mundo tem o direito de procurar a justiça quando se sentir ofendido. O problema é que ele é, como todo truísmo, tautologicamente reversível: a mesma Constituição que assegura o direito de cada ofendido procurar a justiça assegura a liberdade de crítica -- incluindo-se aí o direito de criticar alguém por judicializar discussões políticas ou literárias. Nas conversas sobre a daninha judicialização do debate político no Brasil, todos os que se sentem ofendidos têm o direito de procurar a justiça não costuma funcionar como argumentação: é mecanismo de silenciamento mesmo. Uma variante dele é o truísmo cada um deve se responsabilizar pelo que diz. Ora, isso é evidente. Mas a brincadeirinha da reversibilidade se aplica aqui também: se cada um deve se responsabilizar pelas consequências do que diz, cada um deve também se responsabilizar pelas consequências de seus atos, incluindo-se o ato de decidir processar alguém por ter dito algo. Se você é escritor e decide processar alguém por uma resenha, viverá com a reputação advinda disso, a qual -- diz a história da literatura -- não costuma ser muito boa. Reitero que não sou crítico de todos os processos por injúria, calúnia ou difamação. Os critérios aqui são aqueles, óbvios: extensão do dolo, clareza do propósito de difamar, diferença de acesso aos meios de comunicação etc. Se eu fosse MV Bill, por exemplo, já teria processado Diogo Mainardi. Sim, eu sei que essa decisão cabe ao MV Bill.

5. O problema são os radicalismos dos dois lados. Eis aqui mais um que é pai, ou mãe, ou tio, de vários outros truísmos. Os que anunciam que o problema são os radicalismos dos dois lados gostam de se apresentar como moderados, ponderados, razoáveis, racionais. É o truísmo preferido dos que justificam a barbárie na Palestina Ocupada. É o truísmo favorito dos que justificam a violência policial contra estudantes (cujo movimento tem, sim, vários problemas). Esse é um truísmo particular, porque ele se baseia num uso completamente enganoso da palavra “radicalismo”. Ora, só é possível ser radical numa direção: a da raiz. Basta ir ao seu dicionário etimológico e ver de onde vem a palavra. Quando alguém reduzir um problema político ao “radicalismo dos dois lados”, você pode ter certeza de que: 1) ele não é equidistante em relação aos dois lados; 2) ele quer que você acredite que ele é isento ou equidistante com respeito aos “dois lados”.

Há muitos outros, mas comecemos com estes cinco. Estão todos convidados a completar a lista.
Escrito por Idelber

Retirado do Blog: Biscoito fino e a Massa

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

As razões para ser Feminista hoje

homme_femme1.jpg

“ Encore feministe” é uma rede feminista internacional que reúne assinantes de um manifesto lançado no dia 8 de Março de 2001, que dava a lista dos principais “vinte motivos” de ser “ainda feminista”, convidando cada um a acrescentar outros. Assim esta iniciativa fundada pela historiadora francesa Florence Montreynaud, organiza acções de protestos e de solidariedade .

Os vinte motivos porque somos ainda Feministas:

1. Porque nos queremos um mundo de paz e de justiça, onde a dignidade humana seja respeitada.

2. Porque pedimos que homens e mulheres sejam iguais em dignidade, iguais em direitos e que estes direitos sejam aplicados.

3. Porque dois terços dos analfabetos no mundo são mulheres e raparigas.

4. Porque 99% das terras cultivadas no mundo pertencem a homens, apesar de as mulheres produzirem 70% das culturas alimentares. Porque as mulheres são 70% das mais pobres no mundo.

5. Porque 84% das pessoas que pertencem ao parlamento no mundo são homens, apesar das mulheres constituírem metade do eleitorado.

6. Porque em nenhum país as mulheres possuem realmente direitos iguais aos homens. Porque no Afeganistão, as mulheres sofrem uma barbárie e são privadas de todos os direitos.

7. Porque em França, com o mesmo trabalho os homens ganham cerca de 15% mais do que as mulheres e em média, em qualquer profissão os homens ganham 25% a mais.

8. Porque os homens só assumem cerca de 20% das tarefas domésticas, bem como o cuidado com os filhos, aos doentes e aos idosos da família.

9. Porque em cada 10 lares, n’um existe ocorrências de violência graves onde as vitimas são em 95% dos casos mulheres e crianças.

10. Porque a sexualidade entre adultos deveria originar prazer recíproco e não devia ser utilizado para palavras e acções para magoar ou sujar.

11. Porque toda a mulher já sofreu insultos na rua, no carro.

12. Porque a publicidade representa demasiada vezes de uma forma degradante as mulheres, bem como as relações entre homens e mulheres

13. Porque no mundo, em cada ano dois milhões de raparigas submetidas a mutilação genital e vem aumentar o número de 100 milhões de mulheres que sofreram desta prática.

14. Porque apelamos a resistir a violência do sistema machista que exalta uma virilidade brutal que menospreza os seres diferentes: mulheres, crianças, homossexuais…

15. Porque n’ alguns países a vontade politica e o trabalho das mulheres já conseguirem mudar mentalidades, no Canadá ou na Europa do Norte por exemplo.

16. Porque somos solidárias com as mulheres e as raparigas, que aqui ou algures, são maltratadas, humilhadas, insultadas, violentadas, violadas.

17. Porque “ o feminismo nunca matou ninguém e que o machismo mata todos os dias”. (Benoîte Groult)

18. Porque pedimos que uma lei contra o sexismo seja o modelo da lei francesa anti-racista de 1972, afim que os delitos e os crimes sexistas sejam reconhecidos como tal e punidos.

19. Porque aspiramos o ideal republicanos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, porque poderíamos substituir fraternidade por uma nova palavra adelphité* para exprimir melhor a ideia de uma solidariedade harmoniosa entre todos os humanos, mulheres e homens.

20. Porque “ a utopia de hoje é a realidade amanhã”. (Victor Hugo).

21. Porque ………………………………………………………..

* Por adelphité a autora Florence Montreynaud pretende exprimir um sentimento a imaginar, a sonhar, a realizar. A palavra é formada sobre a raiz grega adelph que deu as palavras gregas significando irmã e irmão enquanto em outras línguas (excepto em espanhol, português e árabe), irmão e irmã foram formados por duas palavras diferentes. Assim desta forma a palavra designa as relações solidárias e harmoniosas entre seres humanos: homem e mulher.

““Encore Feministe” representa mais de 3136 pessoas feministas e orgulhosas de o ser, em 44 países.” Tal como nós se quiseres te juntar a elas, basta te registrar neste seguinte endereço. http://encorefeministes.free.fr/index.php3

Sylvie Oliveira

Café História - Inscreva-se! É rápido e gratuito!


Em 2010, o Café História consolidou-se como um espaço de trocas de saberes e experiências no campo de História. Somos mais de 30.000 pessoas que acreditam na importância do conhecimento histórico e do ensino da História no Brasil. O moderador Bruno esta sempre disposto a trocar figurinhas com todos os participantes da rede.

Confira o que ainda dá o que falar nesse fim de 2010:

MISCLEÂNEA
As Malvinas estão de Volta
Descobertas petrolíferas no arquipélago britânico a 700 km da costa argentina reanimam uma velha disputa que no passado chegou a provocar uma estranha guerra entre Reino Unido e Argentina.

CAFÉ EXPRESSO NOTÍCIAS
Museu do Holocausto anuncia identificação de 4 milhões de vítimas do nazismo.
Arqueólogos chineses descobrem sopa de 2400 anos.

VÍDEOS
Entrevista com o General Leônidas Pires Gonçalves (Ditadura Militar Brasileira)
Entrevista com Historiador Marco Antonio Villa
Pesquisadora fala sobre a Doutrina Espírita no Brasil

ENQUETE HISTÓRICA
Qual destes temas você gostaria de encontrar mais no Café História?
Ditaduras Militares
Segunda Guerra Mundial
Império Romano
Mitologia Grega
Tecnologia e Internet

SUGESTÃO DE LEITURA
Batalhas Medievais apresenta as vinte mais importantes batalhas da Europa e do Oriente Próximo na época em que os tradicionais códigos de cavalaria cediam lugar ao crescente profissionalismo dos exércitos.

CINE HISTÓRIA
"O Concerto" promete fazer rir e pensar ao mesmo tempo.

Visite Cafe Historia em: http://cafehistoria.ning.com/?xg_source=msg_mes_network

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz 2011!!!



É tempo de paz; tempo de alegria; viva a vida... Viva 2011!!! Viva a todas as Iabás.
“A vida não tem ensaio, mas tem novas chances. Viva a burilação eterna, a possibilidade, o esmeril dos dissabores! Abaixo o estéril arrependimento, a duração inútil dos rancores. Um brinde ao que está sempre em nossas mãos, a vida que está pela frente, e a virgindade dos dias que virão!”

Com o texto abaixo, de Neruda, quero desejar um 2011 recheado de lindos dias com muito amor em nossos corações.

Que o aroma das flores perfume nossas vida.

Paz e Luz para todas (os) nós!

Abraços,

Profª Diana Costa

QUEM MORRE?


Pablo Neruda


Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

Estejamos sempre vivos!


O aborto para o Budismo, o Islamismo e o Judaísmo

Judaísmo
Para nossa surpresa, ao iniciarmos este estudo descobrimos que as regras gerais do judaísmo e, em parte, do islamismo são bem parecidas com as normas que legalmente permitem o aborto no Brasil.
O fato nos fez ter mais certezas, do que dúvidas, sobre como as diversas questões ideológicas do patriarcado influênciam no campo das políticas dos governos, nos paradigmas da ciências e interpretações da justiça, criando pontos comuns onde teoricamente só existem disparidades. Mas, voltando ao ponto,...
em linhas gerais, tanto entre os ortodoxos quanto entre conservadores e reformistas, se o embrião ou feto por em risco a saúde mental e física da mulher, a interrupção da gravidez é permitida. Sendo que entre os reformistas, o "bem-estar" da mulher também entra em consideração (condições sociais e psicológicas) na hora da aprovação. Mas qual a explicação para isso?
Pelo judaísmo, as regras morais de sua prática religiosa se fazem com interpretações racionalizadas dos textos sagrados e as interpretações podem ser mudadas conforme as circunstâncias da realidade cultural e/ou histórica.
Fotos reais de campos de concetração
Segundo a tradição de Maimônides, século XII, se o embrião por em risco a vida, saúde mental e física, da mulher, esta poderia interromper a gravidez, em autodefesa, já que o embrião seria considerado um “rodef” (agressor). Porém, a decisão terá de ser tomada ao lado de um líder espiritual (rabino).
Um exemplo disso é que durante o holocausto, os nazistas condenavam à morte as judias grávidas, na tentativa de impediam a ampliação populacional dos povos dominados. Em resposta, em 1942, no gueto de Kovno, na Lituânia, o rabino Ephraim Oshry permitiu as mulheres a interrupção da gravidez, provavelmente, muitas vítimas de estupros, apesar de, em geral, a comunidade não aceitar a decisão.

Fotos reais
de campos de concetração

Segundo Laurie Zoloth, para o judaismo “quando surge uma nova situação histórica a aplicação diária da comunidade e a fidelidade muda de acordo com contingências políticas, cientifica e físicas, num processo de discussão de alto nível que dá forma a novos estatutos”.
Portanto, ao que parece, o Judaísmo não equipara, como crimes de mesma equivalência, a interrupção de uma gravidez a um assassinato. Para suas tradições, jamais esta deva ser uma prática indiscriminada, porém, para várias diretrizes, é necessario levar em consideração o sofrimento físico e psicológico de uma mulher diante de ter ou não que dar cabo desta situação.
É válido ressaltarmos que apesar de aparentemente “progressista” quando comparada ao cristianismo, a tradicional religião do judaísmo, não permite que a interrupção da gravidez seja uma escolha exclusiva da mulher. Este impedimento religioso que, ao mesmo tempo, delega o peso da decisão também “a comunidade”, faz da mulher uma “incapaz" de tomar as rédeas de sua vida nas mãos, pois a obriga a entrar em “consenso” com a opinião masculina, lhe outorgando poderes sobre seu próprio corpo. Desta maneira, não é por vontade da mulher que a gravidez é interrompida, mas por permissão do rabino que encontra, com sua "sabedoria", uma razão moral e justa para o ato, legitimando assim o poder patriarcal.

O islamismo
Segundo as tradições do islã, o Corãocondena qualquer o ato de matar. Embora todas as vidas sejam sagradas, em caso de risco de vida para a mulher, é aconselhável salvar a vida principal, ou seja, a vida da mãe, assim como no judaísmo.
Para a fé islâmica, no dia derradeiro da humanidade, os seus filhos serão as testemunhas de acusação dos pais que os "mataram", (81:8-9). Por questões históricas, o Corão estabelece pragmatismos, digamos, “interessantes” que afirmam "Não mateis os vossos filhos por medo da pobreza (17:31)”, pois Alá te proverá.
Desta maneira, é possível se estabelecer valores econômicos para perdas humanas sagradas. Algo também comum nas leis ocidentais. Quando uma gravidez é interrompida, acidentalmente, é estipulada uma indenização que deve ser paga ao pai quando, por meio do “acidente”, a vida de um embrião se perde. Mas o valor de um embrião é diferente da vida de um feto.
Se uma gravidez foi interrompida antes do 5º mês, deve ser pago ao pai 1/10 do preço que se paga por uma pessoa, após o 5º mês a indenização é integral. Em outras palavras, até o 120º dia gestacional, a prática da interrupção da gravidez é desaprovada, mas não necessariamente proibida na escola de tradição Zaydi (na escola de tradição Hanbali, até 40 dias após a concepção, a gravidez poderia ser interrompida por drogas de via oral).
Segundo o livro O Drama do Aborto, ao que nos pareceu, para a erundição Hanafi e Shafi’i, o aborto seria permitido até 120 dias, se houver uma justificativa “aceitável”. Nas Maliki, Zahiri, Ibadiyya e Imamiyya, a interrupção da gravidez é expressamente proibida.
Leila Khaled Hijacker- Guerrilheira palestina
A principal causa da condenação mulçumana ao aborto tem raizes históricas e nos remete a prática do infanticídio, como mostrou a citação 17:31, do Corão .
Parecemos lógico que, enquanto recém centralizados, os povos beduínos viram no infanticídio uma grave preocupação para o desenvolvimento econômico e crescimento populacional, algo que os levou expansão pela África, Ásia e Europa.
Toda via, isso não é especialmente condenável, já que não foi nada diferente do que aconteceu com todas as civilizações patriarcais que viram na maternidade a oportunidade de produzir soldados para suas guerras de conquista. Inclusive, a colonização de povos pelos islâmicos medievais era muito mais permissiva do que foi todo o processo europeu de exploração nas Américas.
Budismo
Em linhas gerais, o budismo trabalha com a idéia do karma que, dentro do que compreendemos, teria o significado de “continuidade”.
A questão central da filosofia budista não é o “mal” como entidade externa e etéria, mas as causas que levam ao sofrimento: "mal" (ao que nos pareceu, o "mal" como fenômeno espiritual humano).
Nesta linha de crença, um ato perpetua-se da ação até a morte da pessoa, chegando ao seu outro nascimento e nova morte.
Existe também no budismo uma relação individual “semelhante ao existencialismo”, pois as consequências das atitudes pessoais podem atingir toda uma coletividade causando-lhes as dores e angústias da infelicidade.
Entre as diretrizes comuns as práticas budistas, a rejeição a violência dá-se como um dos principais exemplos. Mas é preciso ter a ciência/conhecimento do que é ou não é violento.
A meta dos budistas é atingir o aprimoramento espiritual dos indivíduos, onirvana (o estado de libertação da infelicidade e das dores existentes no mundo, uma espiritualidade de paz e felicidade). E o principal caminho para isso se dá através do desapego ao efêmero. Segundo o budismo é necessário rejeitar “as três raízes do mal” ou “os três venenos” (à ambição, à má-intenção e à ignorância) transformando-os em generosidade, compaixão e sabedoria.
As escrituras budistas não mencionam o aborto, porém estabelecem como positivos a sexualidade e o matrimônio desde que, em nenhuma das duas práticas, nelas esteja presente qualquer uma das intenções acima descritas. É neste ponto que as coisas ficam “um pouco mais complicadas” e interferem/legitimam os fundamentos ideológicos patriarcais.
Para os budistas o matrimonio não é um ritual religioso, mas a segunda melhor instituição social depois do sacerdócio, assim, a “infidelidade”, o ato sexual com um monge ou com uma mulher sobre a proteção dos pais são considerados como atos de “má-conduta”. E, a nosso ver, é por ai que, apesar dos escritos tradicionais não citarem o aborto, a interrupção de uma gravidez pode ser dada, em geral, como algo negativo.
Como no budismo a questão é a oposição entre a sabedoria e a ignorância, mais uma vez em caso de estupro ou risco de vida para a mulher, as conseqüências do aborto são minimizadas, inclusive para o médico. Se por exemplo for feito para escolher o sexo de uma criança, a carga negativa é potencializada. Contudo, não existindo “má-intenção” da mulher e se a interrupção for feita cedo, as conseqüências negativas são minimizadas, pois a vida espiritual no budismo é uma continuidade que não conhece tempo ou espaço. 
manifestação do monge budista Thích Quảng Ðức
Assim, quando muito se fala de quais seriam os motivos para que em países de maioria budistas, como o Japão, as leis serem mais flexíveis referentes ao aborto, sem que ocorra muita resistência por parte das representações religiosas, talvez é que, diferente das religiões de base monoteísta que mais temos contato (judaísmo, cristianismo e islamismo), no budismo o ponto é a permanência ou não da humanidade na ignorância. Isso responsabiliza os indivíduos pela decisão de seus atos, sequência de sua vida espiritual e considera as particularidades da vida humana e social. Não outorgando "a mágicas fontes externas" qualquer solução ou culpa que não sejam as próprias motivações pessoais dos indivíduos.
Outro fator que contribui para o fato é que os ensinamentos budistas não são necessariamente os mesmo nos diferentes países em que é praticado. Não existe uma organização busdista que execute doutrinamentos para todos os seus praticantes, por pura má-nipulação política, diferente do cristianismo que chatagia a consciência popular com a expulsão do paraiso e a eterna uma condenação ao inferno para os que não seguirem suas “normas religiosas”, que centraliza toda a política de sua doutrina na autoridade Papal e institui dentro dos gabinetes parlamentares o doutrinamento de leis e estudos médicos, lotados de antigos interesses econômicos.
Texto Ana Clara Marques e Patrick Monteiro

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(OBS:
1-Como não somos especialistas no temas religião, mas estudiosas sobre as relações e consequências destas para as relações de gênero, neste estudo que se seguirá nas próximas duas postagens, qualquer equívoco poderá ser retificado com os comentários dos leitores;
2- O principal parâmetro para a publicação deste estudo foi abordar as principais religiões capazes de influenciar no lobby internacional anti-direito das mulheres. Por tais motivos, várias religiões de importância no Brasil não serão analisadas (como por exemplo, as de matriz africana e indígenas). Esta também é o objeto fundamental do livro "O Drama do Aborto", que nos serviu de base;
3-Nas publicações iniciais daremos mais descrições sobre como cada religião encara a questão do aborto do que necessariamente, nós MAÇÃS PODRES, vamos expor nossas opiniões, que ficaram basicamente para a conclusão)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Bahia aprova lei inédita que institui carreira de professor indígena


http://www.egba.ba.gov.br/diario/_DODia/DO_frm0.html

ENSINO
Os docentes terão liberdade para divulgar o saber, considerando a educação adequada às peculiaridades das etnias

A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou a Lei nº 18.629/2010, inédita no país, que institui a carreira de professor indígena no quadro do magistério público estadual. A proposta, encaminhada pelo Governo da Bahia, foi construída coletivamente pela Secretaria da Educação (SEC) e os movimentos indígenas. São 14 etnias indígenas, distribuídas em todo o estado.

O projeto de lei, aprovado no dia 22 deste mês, prevê a construção de uma educação diferenciada, específica e com qualidade, resultante do exercício partilhado com os índios. A linguagem, o método e a formatação de ensino, direcionados especificamente para os índios, passam a ser peças fundamentais no entendimento e preservação da cultura indígena.

"A aprovação desta lei responde a antiga reivindicação do movimento indígena e tem como fundamento garantir uma educação específica intercultural e de qualidade, respeitando a cultura e os costumes dos povos indígenas", afirma o secretário da Educação, Osvaldo Barreto. Com a lei, os professores terão a liberdade de ensinar, pesquisar e divulgar o saber, considerando a educação diferenciada e adequada às peculiaridades das diferentes etnias.

Garantia trabalhista – A Bahia possui 397 professores indígenas atuando nas 62 escolas instaladas nas aldeias – oito estaduais e 54 municipais. No total, estão matriculados 7.122 estudantes de 116 comunidades, atendendo às 14 etnias.

"Além da garantia trabalhista dos professores como cidadãos baianos e brasileiros, a regulamentação da sua vida funcional significa a continuidade de uma gestão autônoma na implementação do novo marco legal da educação intercultural indígena na contemporaneidade", comemora a professora de História, Rosilene Araújo, índia tuxá, coordenadora de Educação Indígena da SEC.

A regulamentação do projeto de lei é comemorada pelas lideranças indígenas. "Queremos uma educação em que o índio pode ser doutor sem deixar de ser índio", enfatiza o cacique Lázaro Kiriri, da aldeia Mirandela, no município de Banzaê.

Formação e produção de material didático

A Secretaria da Educação vem investindo na formação de professores indígenas. Desde 2007, a Coordenação de Educação Indígena mantém um programa regular para atender aos professores em suas comunidades. Serão 115 docentes concluindo, no primeiro semestre de 2011, a formação inicial do Magistério (nível médio) específico para docentes indígenas.

Na formação de nível superior, 108 professores indígenas estão fazendo a Licenciatura Intercultural na Uneb e outros 80 professores no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (Ifba), em Porto Seguro, uma parceria da SEC e o Ministério da Educação com as duas instituições de ensino. Mais 200 professores também cursam a formação continuada de ensino fundamental (séries finais) e ensino médio.

A formação é acompanhada da produção de material didático específico para os estudantes indígenas. A SEC, em parceria com o MEC, produziu e distribuiu material para as 62 escolas indígenas do estado. Os conteúdos foram elaborados pelos próprios professores indígenas.

"O resultado vai subsidiar a política de educação específica diferenciada para os povos indígenas", informa a coordenadora Rosilene Araújo, ressaltando que "a Bahia está em processo de transição entre a escola posta para índios na visão externa e a nova escola pensada e construída a partir da visão indígena".

Para a coordenadora, o grande objetivo da secretaria é "consolidar uma escola que reflita sobre o modo de vida próprio, a valorização e a manutenção das culturas e tradições indígenas e o aproveitamento sábio dos territórios tradicionais. A educação escolar ganha, portanto, novo sentido para esses povos, tornando-se um meio de acesso a conhecimentos universais, sistematização de saberes tradicionais e ressignificação dos valores culturais".

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

IX ENCONTRO NACIONAL DOS PESQUISADORES DO ENSINO DE HISTÓRIA (ENPEH)




A Associação Brasileira de Ensino de História (ABEH) e a Comissão Organizadora do IX Encontro Nacional dos Pesquisadores do Ensino de História (ENPEH) têm o prazer de convidar - pesquisadores, professores, estudantes -, para participar desse encontro intitulado América Latina em perspectiva: culturas, memórias e saberes, que acontecerá no campus da Universidade Federal de Santa Catarina, na cidade de Florianópolis, nos dias 18, 19 e 20 de abril de 2011.
O IX ENPEH pretende dar continuidade aos encontros que se realizam no Brasil desde 1993, que se firmaram sobre a discussão dos fundamentos teóricos e metodológicos das pesquisas realizadas sobre Ensino de História, na interface com a Educação e a História. Como resultado desse movimento e do significativo acúmulo de conhecimentos produzidos sobre o ensino de História nos cursos de pós-graduação, constata-se a crescente definição de objetos, fontes, metodologias e diálogos interdisciplinares.
Maiores Informações

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Boas Festas!

Queridos alunos, Colegas de Profissão e Seguidores do nosso blog,

Segue um trecho traduzido da música Jesus Walks de Kanye West.

Nós estamos numa guerra

Nós estamos numa guerra com o terrorismo, racismo mas

acima de tudo estamos em guerra com nós mesmos.

Deus me mostre o caminho porque o mal tá tentando me acabar.


Jesus caminha comigo
A única coisa que peço é que meu pés não me falhem agora.


Jesus caminha
E eu não acho que isso é nada porque eu posso fazer do certo meus erros.


Jesus caminha comigo
Eu gostaria de falar com Deus mas tenho medo porque nós não podemos.

O grande Abdias do Nascimento, uma vez comprou uma briga com a Igreja Católica, quando tentou retratar um Jesus Cristo Negro. O conservador "príncipe" Dom Eugênio Salles foi contra. Eu não suporto essa imagem dominante de um Deus branco e de um Jesus branco; O meu Deus e o meu Jesus são homens negros aguerrilhados. Também não suporto a imagem de um Papai Noel Branco que não visita a periferia... Parafraseando os Garotos Podres, numa canção funk clássica: "Prefiro um Deus, um Jesus e um Noel com cara de Preto Velho"

Que Deus a força suprema que nos rege e os Órixas nossos guias protetores abençoe todos nós e que tenhamos um Natal e um Novo Ano de muita Paz, Saúde, Muito Estudo, Dedicação, Responsabilidade, Comprometimento, Amor, Amizade, Respeito Mútuo, Trabalho e Dinheiro para pagar as contas.

Boas Festas!

Profª Diana Costa



Google para Historiadores

Empresa americana lança aplicativo que promete conquistar historiadores e pesquisadores de ciências humanas em geral. O que ele faz? Permite traçar tendências culturais e políticas nos últimos duzentos anos.
O Google Labs, inovadora seção de aplicativos protótipos do Google, lançou no último dia 16 de dezembro o "Google Books Ngram Viewer", uma ferramenta elegante e que pode em breve se tornar um verdadeiro aliado para pesquisadores, professores ou mesmo estudantes. O "Books Ngram Viewer" utiliza o banco de dados do "Google Books" (sistema de livros digitalizado online para consulta gratuita) para contar quantas vezes um mesmo nome, frase, termo, expressão ou conceito foi utilizado entre 1800 e 2000. Assim, com apenas alguns cliques é possível saber em menos de um segundo a trajetória de uma palavra ao longo de dois séculos de cultura escrita e descobrir um pouco mais sobre as tendências culturais, políticas e sociais de nosso tempo.

Em um primeiro momento, o Books Ngram Viewer (http://ngrams.googlelabs.com/) não chama muito a atenção dos internautas, hoje acostumados às dezenas cores, animações e outras pirotecnias que os grandes sites promovem para conquistar o público. Em sua tela, o internauta precisa preencher apenas três espaços: palavra(s), período e a língua a ser pesquisada. Depois, basta clicar em "Search lot of books". O sistema, então, irá consultar um banco de dados de mais de 500 bilhões de palavras, divididas entre 5 milhões de livros, publicados entre 1800 e 2008 e digitalizados pelo Google nos últimos anos. Essa consulta - que não leva mais do que dois segundos - gera um gráfico no qual é possível observar a evolução (ou involução) de uma palavra ao longo do tempo.

Essa simplicidade arrasadora é o suficiente para oferecer um mar de possibilidade de estudos. Atualmente, é possível consultar bancos de dados de livros em inglês, francês, espanhol, alemão, chinês e russo. Pode-se inserir uma ou mais palavras. Pode-se ainda comparar os resultados de uma palavra dentro do universo de livros em inglês e em chinês ou espanhol. Por exemplo: o grau de incidência da palavra "terrorism" dentro das publicações em inglês é muito diferente desta mesma palavra em outras línguas, mostrando o lugar que esta expressão tem na cultura americana.

Como tudo começou

O "Books Ngram Viewer" nasceu da necessidade de uma pesquisa acadêmica. Em 2004, Jean-Baptiste Michel e Lieberman Aiden, de Harvard, começaram uma pesquisa sobre verbos irregulares no inglês. Eles desejavam determinar quando formas verbais específicas deixaram de ser usadas em detrimento de outras, mais modernas. Na época, esse tipo de pesquisa implicava na leitura, página por página, de milhares de livros. O processo todo lhes custou longos 18 meses. Pouco mais de um ano depois, os acadêmicos de Harvard souberam dos planos do Google para digitalizar todos os livros do mundo, algo que foi parcialmente alcançado com o Google Books, que digitalizoiu 11% dos livros do mundo. Aquele parecia ser o tipo de tecnologia ideal para a pesquisa de Aiden e Michel e provavelmente para outros milhares de pesquisadores em todo o mundo. Assim, os dois entraram em contato com Peter Novig, diretor de pesquisa do Google. Novig logo percebeu a importância daquela idéia para a ciência e deu carta branca para os desenvolvedores. O Books Ngram Viewer é a versão mais acabada desta idéia e utiliza 4% do banco de dados do Google Books. A nova ferramenta foi lançada na última semana e descrita em um artigo intulado "Quantitative Analysis of Culture Using Millions of Digitized Books", publicado na revista Science (tiny.cc/td0rd). O Google Books Ngram Viewer utiliza um método de modelagem chamado N-gram, que possibilita buscas em sequências de linguagem natural. Para os pesquisadore envolvidos na criação, a ferramente significa a abertura de uma nova abordagem para os estudos culturais. Nos últimos dias, não se fala em outra coisa nos principais círculos das ciências humanas. A sensação é que algo revolucionário está sendo criado.

Historiadores

Para os historiadores, o programa desenvolvido pelo Google é uma ferramenta incrível de auxílio à pesquisa. Como bem se sabe, as palavras não são entidades estáticas, programadas para ter um começo, meio e fim. Mas pelo contrário: são vivas, políticas, sujeitas à ação dos homens em sociedade. E o Books Ngram Viewer mostra muito bem isso. Com ele torna-se possível identificar quais termos são mais sensíveis que outros, desvendar dimensões até então pouco abordadas da memória social e outros processos polítcos e sociais de diversos períodos históricos.

O Café História testou várias combinações. No clássico Brazil x Argentina, na língua inglesa, por exemplo, nós continuamos dando de goleada. O Brasil sempre foi muito mais citado do que o vizinho. No entanto, é curioso observar que tanto o crescimento quanto a queda das referências a ambos seguem o mesmo padrão. A década de 1940 representa o período de maior menção aos dois países, o que pode ser explicado pelo auge da cultua do American Way of Life e sua influência na América do Sul.
Curioso também notar a trajetória de palavras caras à historiografia. É o caso do termo "holocaust", utilizado para se referir ao extermínio de seis milhões de judeus durante o Terceiro Reich (1933-1945). Segundo o Books Ngram Viewer, a palavra conheceu um verdadeiro boom na década de 1980, o que reforça decisivamente teses acadêmicas já existentes e que apontavam aquela década como um período de consolidação da memória do genocídio nazista. Para os historiadores, a década de 1980 testemunhou uma proliferação de filmes, museus e outros eventos memorialísticos que tiveram um grande impacto na representação do extermínio dos judeus no século pasado, sobretudo na produção de referências bibliográficas.

Esse processamento dos dados, que Lieberman chamou de "culturomics" ("cultorômica", em língua portuguesa), está ao alcance de todos. O site já está no ar, é gratuito e o melhor: pode ser baixado por qualquer usuário e explorado em detalhes, a partir de suas próprias ferramentas de busca. Além do Google e de Harvard, fazem parte da equipe de gerenciamento do Ngram pesquisadores da Enciclopédia Britânica e do Dicionário Americano Heritage. Confira o site sobre a recém-batizada "Culturômica": http://www.culturomics.org/

Enquanto isso, mesmo para os não-acadêmicos, o programa já diverte os meios de comunicação. O jornal OGLOBO fez um contraste entre "women" (mulher) e "man" (homem), descobrindo que o primeiro era raramente mencionado até o início dos anos 1970, momento em que o feminismo ganha força. A partir daquela década as duas linhas do gráfico movem em direções opostas até se encontrarem em 1986. Já o site Read Write Web fez uma série de 10 comparações, que você pode conferir clicandono seguinte link. Destaque para a comparação entre os meios de comunicação:

Não perca tempo. Visite esta importante novidade na internet e faça uso dela para aprimorar suas pesquisas e estudos. A história vem passando por grandes transformações e você não precisa ser um mero espectador.