Você encontra aqui conteúdos da disciplina História e Cultura Afro- Brasileira para estudos e pesquisas, como também, assuntos relacionados à Política, Religião, Saúde, Educação, Gênero e Sociedade.
Enfim assuntos sobre o passado e sobre nosso cotidiano relacionado à História do Brasil e do Mundo.







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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

31 de Outubro Dia do Saci Pereré!!!

31 de Outubro Dia do Saci Pereré!!!

Em 2005, foi instituído o Dia do Saci no Brasil, comemorado no dia 31 de outubro, a fim de restaurar as figuras do folclore brasileiro, em contraposição ao Halloween.

A mitologia Africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira, sendo esta a imagem que prevalece nos dias de hoje. Ele herdou também da cultura africana, o pito, uma espécie de cachimbo. A função desta "divindade" era o controle, sabedoria e manuseios de tudo que estava relacionado às plantas medicinais, como guardião das sabedorias e técnicas de preparo e uso de chá, beberagens e outros medicamentos feitos a partir de plantas.

Vale lembrar que o Saci Pereré NÃO foi criado pelo Monteiro Lobato, ele apenas pesquisou sobre o mito e recriou em sua historias em 1917, assim como o Ziraldo levou o Saci Pereré para os quadrinhos em 1958, ou seja, o Saci é nosso!

Nesses dias em que a mente colonizada celebra o Dia das Bruxas (que é uma bonita festa nos EUA), nós, recuperando nossos velhos mitos, celebramos o Dia do Saci. E para quem não conhece a história desse negrinho de uma perna só, que carrega o barrete vermelho da liberdade e fuma um petenguá, segue a belíssima produção de Rudá K. Adrade e Sylvio do Amaral Rocha:

Somos todos Sacys.

Vale a pena ver o filme inteiro... é bonito demais! Viva o saci!!!

http://vimeo.com/11609651

A Confraria Produções em co-produção com a Rede SESCSENAC de Televisão apresenta o documentário que mostra a vida, paixão e morte do mito na tradição oral e suas re-significações nos dias atuais. Sendo este mito a alegoria de nossa cultura antropofágica, a relevância para o debate em torno do Sacy se faz pela motivação de pensar e redescobrir o Brasil.


Você já viu um Sacy? Acredita em Sacy? Como é o Sacy?


Por dois anos, os diretores desse documentário percorreram o interior de São Paulo formulando essas perguntas aos paulistas. Desse passeio encantado originou-se um filme lúdico e poético, tipicamente brasileiro, recheado de iconografias e desenhos, amparado numa pesquisa de tirar o fôlego.

Direção e roteiro: Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha / Montagem: Felippe Brauer, Rudá K. Andrade e Sylvio do Amaral Rocha / Animação: Érica Valle / Arte: Marcelo Comparini / Edição e Finalização: Felippe Brauer/ Locução: Tereza Freire / Produção de Campo: Jaime Soares / Músicas de: Batuque de Umbigada interpretado por Batuque de Tietê, Capivari e Piracicaba - Anecide Toledo, Duo Portal, Grupo Cachoeira!, Ivan Vilela, Kiko Carneiro, Gustavo Barbosa e Quarteto Perêrê.

MinC promove oficina para elaboração de políticas públicas para Povos Tradicionais de Terreiros


Por Vilhena Soares
Criação da Marca: Alessandro Naves Resck / FCPSão Luís (MA) será sede da primeira Oficina Nacional de Elaboração de Políticas Públicas de Cultura para Povos Tradicionais de Terreiros, entre os dia 27 e 30 de novembro. A Oficina pretende subsidiar a construção de políticas culturais para o segmento, com o objetivo de promover e consolidar as tradições.
O evento é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Cidadania Cultural, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) , Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), além da Comissão Nacional de Povos de Terreiros, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão (SECMA), a Secretaria da Igualdade Racial do Maranhão (SEIR/MA) e a Prefeitura de São Luis (FUNCMA).
Serão reservadas 140 vagas exclusivas para representantes dos povos tradicionais de Terreiros, sendo 40 para participantes do Maranhão e 100 para pessoas de outros estados do país. Também haverá vagas destinadas a gestores públicos, acadêmicos, movimentos sociais e entidades afins. As inscrições poderão ser realizadas no site do MinC, até o dia 31 de outubro, mediante preenchimento de formulário.
Ao fazer a inscrição, deverão ser anexadas cópias dos seguintes documentos: comprovante de residência, CPF, RG, currículo (ou breve histórico de vida) e carta de indicação da liderança do terreiro ao qual o candidato pertence. A inscrição será validada apenas se forem preenchidos todos os campos solicitados. Os inscritos serão avaliados e selecionados pela Comissão Nacional Organizadora. Confira o manual de inscrição nesse link.

Fonte: Fundação Palmares

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Desigualdades entre mulheres na educação brasileira são discutidas na OEA


Informe nacional questiona o entendimento de setores governamentais e da sociedade civil de que no Brasil os desafios da garantia dos direitos das mulheres e, de forma mais ampla e relacional, a equidade de gênero (entre homens e mulheres) na educação já foram “resolvidos”


Foi terça-feira, dia 25, apresentado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington o Informe Brasil – Gênero e Educação. A audiência pública da Comissão tratará das desigualdades entre mulheres na educação brasileira e de outros países da América Latina. A partir da audiência, serão propostas recomendações da Comissão aos governos dos países do continente.
O informe brasileiro foi produzido no marco da Campanha Educação Não Sexista e Antidiscriminatória pela organização Ação Educativa, com colaboração da organização Ecos – Comunicação e Sexualidade, do Centro de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientiae (CNRVV-SP). O documento é organizado por Denise Carreira, coordenadora de educação da Ação Educativa e Relatora Nacional para o Direito Humano à Educação da Plataforma DHESCA Brasil.
A Campanha Educação Não Sexista e Antidiscriminatória http://educacion-nosexista.org/
é uma articulação plural de organizações e pessoas da sociedade civil latino-americana em defesa dos direitos humanos e por uma educação pública, laica e gratuita para todas e todos. Coordenada pelo Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), a Campanha está presente em 14 países[ii] buscando dar visibilidade aos desafios das relações sociais de gênero na garantia do direito humano à educação.
O documento brasileiro integra o Informe Regional desenvolvido em todos os países latino-americanos que compõem a Campanha e será lançado em 2012. No Brasil, a Campanha está sendo desenvolvida em parceria com Ação Educativa, Ecos – Comunicação e Sexualidade, Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero e Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação (Plataforma DHESCA Brasil).

Educação e gênero no Brasil: desafio superado?

O Informe nacional questiona o entendimento de setores governamentais e da sociedade civil de que no Brasil os desafios da garantia dos direitos das mulheres e, de forma mais ampla e relacional, a equidade de gênero (entre homens e mulheres) na educação já foram “resolvidos”. Tal visão é reforçada por diversos relatórios produzidos pelo Estado brasileiro nas últimas décadas, que apontam a maior escolaridade e melhor desempenho das mulheres na educação como resposta definitiva às metas internacionais referentes às inequidades de gênero na educação.
O documento problematiza essa perspectiva e apresenta uma contribuição ao debate sobre gênero e educação a partir da geração, sistematização e análise de um conjunto de informações que traçam um panorama dos desafios atuais.
O documento é constituído por sete seções: 1) Informações gerais sobre o país; 2) A Organização do Sistema educativo no Brasil; 3) Legislação nacional e políticas públicas em educação; 4) Desigualdades na educação; 5) A educação em sexualidade na educação pública (elaborada pela organização Ecos – Comunicação e Sexualidade); 6) Escola e violência sexual (elaborada pelo Centro de Referência às Vítimas de Violência do Instituto Sedes Sapientae (CNRVV-SP)) e 7) Conclusão: rumo a uma agenda política.
Visando o seu aprimoramento, a versão preliminar foi submetida a cinco reuniões com leitoras e leitores críticos de São Paulo e Recife, pesquisadoras (es) e ativistas vinculados a diferentes aspectos do debate sobre relações de gênero e equidade na educação brasileira.
Em síntese, o Informe Brasil Gênero e Educação aponta que as problemáticas de gênero na educação brasileira se relacionam a seis grandes desafios, profundamente interligados:

• as desigualdades persistentes entre as mulheres brasileiras: o avanço nos indicadores de acesso e desempenho é marcado pelas desigualdades entre mulheres de acordo com a renda, raça e etnia e local de moradia (rural e urbano), com destaque para a situação das mulheres negras e indígenas;
• a situação de pior desempenho e de maiores obstáculos para permanência na escola por parte dos meninos brasileiros, em especial, dos meninos negros;
• a manutenção de uma educação sexista, homofóbica/lesbofóbica, racista e discriminatória no ambiente escolar;
• a concentração das mulheres em cursos e carreiras “ditas femininas”, com menor valorização profissional e limitado reconhecimento social;
• a baixa valorização das profissionais de educação básica, que representam quase 90% do total dos profissionais de educação, que – em sua gigantesca maioria – recebem salários indignos e exercem a profissão em precárias condições de trabalho;
• o acesso desigual à educação infantil de qualidade.
Ao final do Informe, é apresentada uma proposta de agenda política em gênero e educação contendo treze recomendações, com repercussões diretas no campo das políticas públicas.

Meta de equalização

Uma das principais recomendações se destina ao novo Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso Nacional brasileiro e se refere à chamada meta de equalização. Tal meta propõe que ao longo dos próximos 10 anos o Brasil não somente avance na melhoria dos diversos indicadores educacionais para o conjunto da população, mas preveja uma diminuição das desigualdades existentes entre grupos sociais em decorrência da renda, do sexo, da raça/etnia, da localização no campo/cidade, da origem regional, da orientação sexual e da presença de deficiências.
Tal proposta, além de outras recomendações do Informe brasileiro, foi transformada em emenda e apresentada para apreciação do Congresso Nacional por meio da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, articulação da sociedade civil que lidera o movimento “PNE pra Valer”. A meta de equalização proposta ao Congresso estabelece que o Brasil diminua em 60% as desigualdades educacionais existentes entre os diversos grupos nos próximos dez anos.

“O Brasil conquistou avanços importantes nos indicadores educacionais na última década, mas marcados por profundas desigualdades. Fenômeno que impacta a situação das mulheres, em prejuízo, sobretudo, das mulheres negras, indígenas e rurais. É necessário que as políticas educacionais intervenham de forma mais precisa nessa realidade não somente com relação ao acesso à educação, mas ampliando o que se entende por qualidade educacional, rumo a uma educação que supere o sexismo, o racismo e outras discriminações ainda presentes nas creches, escolas e universidades”, afirma Denise Carreira, coordenadora do Informe brasileiro.
O Informe estará disponível a partir de segunda-feira nos sites da campanha não sexista e discriminatória
Plataforma DHESCA Brasil. A audiência pública da Comissão Interamericana da OEA poderá ser assistida na terça, a partir das 15h de Washington, por meio do link:

Fonte texto: UNIFEM

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pergunta sobre Lei 10639 cai no Enem 2011

Colegas Professores e Historiadores, pergunta sobre Lei 10639 cai no Enem 2011

Questão 32

A referida Lei representa um avanço não só para a Educação Nacional, mas também para a Sociedade Brasileira, porque:

A) legitima o ensino das ciências humanas nas escolas.

B) divulga conhecimentos para a população afro-brasileira.

C) reforça a concepção etnocêntrica sobre a África e sua cultura.

D) garante aos afrodescendentes a igualdade no acesso à educação.

E) impulsiona o reconhecimento da pluralidade étnico-racial do país.

A tendência atual da educação brasileira, de incluir conhecimentos sobre História e Cultura Africanas no currículo visa resgatar o conhecimento relativo aos povos de origem não europeia, que é fundamental para a compreensão da diversidade do povo brasileiro.

Resposta: E

A Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, inclui no currículo dos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, a obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira e determina que o conteúdo programático incluirá o estudo da História da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil, além de instituir, no calendário escolar, o dia 20 de novembro como data comemorativa do “Dia da Consciência Negra”.

sábado, 22 de outubro de 2011

JOGO: Trilha da África


Esse jogo foi indicado por um colega, professor Marino,
do Curso de Aperfeiçoamento em História da África (UFC)
e está disponível para utilização


É um jogo de tabuleiro, baseado no jogos de trilha e tem como objetivo chegar ao centro dessa trilha. Para isso os jogadores (entre 2 a 8) jogam os dados e avançam nas "casas" de acordo com o número tirado nos dados, ao para em uma "casa" com imagem uma carta é sorteada e a pergunta contida nela deve ser respondida. Só avança no jogo quem responder corretamente.


Há a opção de jogar on-line ou de fazer o download do jogo para recortar e jogar.
Antes de entrar no jogo é preciso escolher a quantidade de pessoas que irá participar do jogo e também o nível de ensino: Fundamental ou Médio, pois isso irá definir o nível das perguntas.


Para jogar clique na imagem do jogo (a primeira, logo abaixo do título do post) ou então clique aqui.

Para fazer o download do jogo é só ir no site da Unidade na Diversidade, selecionar (na barra que fica do seu lado esquerdo) a opção Material Didático e depois Jogos.

Divirta-se e aprenda.

Dia da Consciência Negra poderá ser feriado nacional


Projeto aprovado ontem dia 20 no Senado, passou pela Câmara e agora segue para sanção da presidenta Dilma Rousseff .

Por Monica Aguiar

O Senado Federal aprovou ontem dia 20, o projeto que institui o dia 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra como feriado nacional. Sendo sancionado pela Presidenta Dilma, será o primeiro feriado do país conquistado através da luta do Movimento Negro Brasileiro e social.
O dia 20 de Novembro é Dia de Luta da Consciência Negra, surgiu na segunda metade dos anos 70, dentro de um conjunto de revendicações elaborada pela militância negra , tendo como tema principal as Reparações.
O 20 de Novembro é o dia que também homenageia Zumbi, símbolo da resistência , no Brasil, morto em uma emboscada, no ano de 1695, após sucessivos ataques ao Quilombo de Palmares, em Alagoas.
Desde 1995, Zumbi faz parte do panteão de Herois da Pátria.
A partir de então o movimento negro brasileiro, tem se dedicado em reforçar o diálogo com a sociedade, denunciando nas manifestações nesta data a falta de : igualdades e oportunidades, acessos aos direitos fundamentais, políticas públicas específicas , os índices de desigualdades na educação dentro o acesso e permanência, saúde da população negra, história da particiapação do povo negro na construção da sociedade brasileira de forma prepositiva, dentre outras pautas .
Com este processo de denúncias das desigualdades pelo movimento negro brasileiro crescer anualmente sendo um número cada vez maior, significativo e representativo, de entidades da sociedade civil que se juntam no combate ao racismo , a toda as formas de discriminações ao preconceito e contra a intolerrância religiosa.


* Projeto Original

O projeto original que institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra (PLS 520/03), de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), previa apenas a data, mas não o feriado. Na justificação da matéria, Serys argumenta que sua proposta visa criar uma oportunidade para a reflexão sobre o preconceito ainda existente na sociedade brasileira.
Aprovado pelo Senado, o texto foi enviado à Câmara dos Deputados e apensado a outra proposta (PLS 302/2004), que propunha o dia 20 de novembro como feriado nacional.

* Feriados
Uma vez sancionado, o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra será o nono feriado nacional, juntamente com as seguintes datas: 1º de janeiro (Confraternização Universal), 21 de abril (Tiradentes), 1º de maio (Dia do Trabalho), 7 de setembro (Independência do Brasil), 12 de outubro (Nossa Senhora Aparecida), 2 de novembro (Finados), 15 de novembro (Proclamação da República) e 25 de dezembro (Natal).

Fonte : Portal do Senado
Ftos créditos : Monica Aguiar

Nova República


Após o fim da Ditadura Militar começa um novo período da História do Brasil que recebeu o nome de Nova República. O povo estava eufórico com a nova era, muitos faziam planos de um futuro melhor, a felicidade reinava e a esperança era grande em 15 de março de 1985, data da posse do presidente eleito pelo Colégio Eleitoral, o mineiro Tancredo Neves. Porém na véspera, a poucas horas da posse, Tancredo foi hospitalizado às pressas.

O estado de saúde de Tancredo causou grande comoção nacional. Um número grande de populares fez vigílias nos hospitais onde ele esteve internado. Mas seu estado de saúde piorou, passando por sete cirurgias e veio a falecer em 21 de abril de 1985, aos 75 anos de idade, de infecção generalizada.

Sua morte antes de tomar posse gerou um impasse. Segundo a Lei, seu vice só poderia assumir o poder depois da posse do presidente. Todos os brasileiros temiam que novamente os militares voltassem ao poder e consequentemente o fim da democracia. Mas a união de todos os políticos foi fundamental para que isso não viesse a acontecer e com um apoio forte como esses. O vice-presidente José Sarney, assumiu o governo.
Plano Cruzado
Governo José Sarney (1985 – 1990): Em seu governo foram restabelecidas as eleições diretas para todos os cargos e os partidos políticos puderam se organizar e atuar livremente. O mandato presidencial foi estendido para 5 anos, foi criado o 2º turno nas eleições para governadores, presidentes e prefeitos de cidades com mais de 200 mil habitantes e voto facultativo entre 16 e 18 anos, além do fim da censura a radio, TV, cinema e etc. No campo econômico, o governo adotou uma medida de impacto no dia 28 de fevereiro de 1986, quando foi lançado o Plano Cruzado. No começo a população apoiou a medida, mas logo começaram a surgir os problemas. Começara a faltar mercadorias que estavam à espera de aumento de preços. Os empresários começaram a modificar os produtos para elevar seu preço, os fazendeiros se negaram a vender bois pelo preço de tabela e o valor dos aluguéis disparou. O governo se mostrou incapaz de enfrentar a situação, provocados pelos interesses dos poderosos. No fim desse ano, a inflação voltou a subir. O ministro da Fazenda, Dílson Funaro demitiu-se. Seu substituto, Luís Carlos Bresser Pereira, tentou sem êxito, acabar com a crise, e demitiu-se em 1987. Seu sucessor, Maílson da Nóbrega, também não obteve sucesso. Em janeiro de 1989, foi decretado o Plano Verão, que congelou os salários e preços, mas também não deu resultado. No fim do governo Sarney, a inflação era de mais de 70% ao mês. O fator mais importante de seu governo, porém, foi a promulgação de uma nova Constituição em 5 de outubro de 1988. Ela foi mais favorável ao trabalhador, que conseguiram muitas vantagens graças aos seus representantes;
Confisco
Governo Fernando Collor (1990 – 1992): As atenções nesse governo se concentraram no plano econômico. Zélia Cardoso de Melo, ministra da economia, passou a ser o ponto das atenções do governo Collor. Ela anunciou as novas medidas econômicas que chocaram o país. Todo o dinheiro dos brasileiros depositados em bancos ficou congelados por um período de 18 meses. Ninguém poderia sacá-lo por motivo algum. Graças ao choque, a inflação baixou a níveis inferiores a 10% nos primeiros meses da nova gestão. Mas a principal consequência que o Plano Collor causou foi a recessão, com queda nos salários e aumento da miséria e desemprego. Diante disso, a ministra Zélia Cardoso demitiu-se em maio de 1991, sendo substituída por Marcílio Marques Moreira. No final de 1991, além da recessão, a inflação voltava a superar níveis de 20% ao mês e continuou a crescer em 1992. Crescia a insatisfação dos brasileiros ao seu governo. A mídia lançou a Campanha "Fora Collor". Collor fez exatamente o contrário do que havia prometido. Acusou Lula de querer confiscar a poupança, mas ele mesmo confiscou não só a poupança, como também as contas correntes e outras aplicações; disse que iria acabar com os marajás, mas instaurou-os no Palácio do Planalto. Disse que acabaria com a inflação com um só tiro, mas após uma pequena queda, a inflação voltou a crescer a todo vapor; disse que acabaria com a corrupção, mas participou da maior rede de corrupção já vista no país. No seu governo, o salário mínimo foi o mais baixo de todos os tempos e obrigou os aposentados a saírem nas ruas para exigir respeito aos seus direitos. Após a denúncia de seu irmão, Pedro Collor, foi instalada pelo Congresso Nacional uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), para investigar as denúncias. Após o depoimento do motorista da secretária de Collor, ficou se sabendo de todo o esquema de corrupção. Milhares de jovens saíram às ruas (caras pintadas), para pedir a cassação de Collor. "Fora Collor" era o grito que tomou conta do país. No dia 29 de setembro, a Câmara dos Deputados autorizou ao Senado de julgar e processar Collor. De acordo com a Constituição, Collor ficou afastado durante 180 dias, assumindo o vice, Itamar Franco. Após três meses de julgamento, Collor renunciou. No mesmo dia Itamar foi empossado novo presidente. Apesar da renúncia, o Senado continuou o julgamento, e considerou o presidente culpado, cassando seu mandato por 8 anos;

Plano Real
•Governo Itamar Franco (1992 – 1995): Assumindo a presidência após o Impeachment de Fernando Collor de Mello, o novo presidente se concentrou em arrumar o cenário que encontrara, como recessão prolongada, inflação aguda e crônica, desemprego, etc. Itamar procurou realizar uma gestão transparente. Para fazer uma gestão tranquila, sem turbulências, procurou o apoio de partidos mais à esquerda. Em Abril de 1993, cumprindo com o previsto na Constituição, o governo fez um plebiscito para a escolha da forma e do sistema de governo no Brasil. O povo decidiu manter tudo como estava: escolheu a República (66% contra 10% da Monarquia) e o Presidencialismo (55% contra 25% do Parlamentarismo). No governo de Itamar Franco foi elaborado o mais bem-sucedido plano de controle inflacionário da Nova República, o Plano Real. Montado pelo seu Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, o plano visava criar uma unidade real de valor (URV) para todos os produtos, desvinculada da moeda vigente, o Cruzeiro Real. Desta forma, cada URV correspondia a US$ 1. Posteriormente a URV veio a ser denominada “Real”, a nova moeda brasileira. O Plano Real foi eficiente, já que proporcionou o aumento do poder de compra dos brasileiros e o controle da inflação. Mesmo tendo sofrido as consequências das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso Nacional, entre 1993 e 1994, em virtude de denúncias de irregularidades no desenvolvimento do Orçamento da União, Itamar Franco terminou seu mandato com um grande índice de popularidade. Uma prova disso foi o seu bem-sucedido apoio a Fernando Henrique Cardoso na sucessão presidencial;
Privatizações
•Governo Fernando Henrique Cardoso (1995 – 2002): Após o sucesso do plano real, FHC, como era chamado do PSDB foi eleito Presidente do Brasil já no primeiro turno com larga escala de votos e tomou posse dia 1º de Janeiro de 1995. Foi reeleito em 1998, tendo nos dois mandatos Marco Maciel, do PFL, como vice-presidente. A política de estabilidade e da continuidade do Plano Real foi o principal apelo da campanha eleitoral de Fernando Henrique Cardoso e um dos fatores decisivos para sua reeleição em 1998, sendo reeleito no primeiro turno. FHC conseguiu sua eleição graças ao apoio do PSDB, do PFL, do Partido Progressista brasileiro (atual PP) e de parte do PMDB, e conseguiu manter uma estabilidade política durante seus oito anos de governo. No primeiro mandato FHC conseguiu a aprovação da emenda constitucional que criou a reeleição para cargos executivos. O governo de Fernando Henrique Cardoso foi marcado pela privatização de empresas estatais, como a Embraer, a Telebrás, a Vale do Rio Doce e outras estatais. Além da privatização, seu governo também houve diversas denúncias de corrupção, como a compra de parlamentares para aprovação da emenda constitucional que autorizava a reeleição e também o favorecimento de alguns grupos financeiros na aquisição de algumas estatais. No início do segundo mandato de FHC, em 1999 houve uma forte desvalorização do real, devido a crises financeiras internacionais (Rússia, México e Ásia) que levou o Brasil a maior crise financeira da história, além de aumentar os juros reais e aumentar a dívida interna brasileira. Alguns dos programas sociais criados no governo de Fernando Henrique Cardoso foram a Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e o Vale Gás. No governo de FHC entrou em vigor a lei de responsabilidade fiscal (LRF) que se caracterizava pelo rigor exigido na execução do orçamento público, que limitava o endividamento dos estados e municípios e os gastos com o funcionalismo público. Os salários dos funcionários públicos também não tiveram reajustes significativos, uma forma de evitar a inflação e controlar os gastos públicos;
•Governo Lula (2002 – 2010): Luís Inácio Lula da Silva ou simplesmente Lula, ex-operário e retirante nordestino conseguiu realizar um feito histórico na trajetória política do país. Pela primeira vez as esquerdas tomariam controle da nação. Entre as primeiras medidas tomadas, o Governo Lula anunciou um projeto social destinado à melhoria da alimentação das populações menos favorecidas, o “Fome Zero”. Essa seria um dos diversos programas sociais que marcaram o seu governo. Os outros foram o Bolsa-Família, Pro-Uni, Brasil Sorridente, Farmácia Popular, Luz Para Todos, entre outros, que beneficiaram aos pobres e miseráveis e contribuíram para melhorar a distribuição de renda. A ação assistencialista do governo se justificava pela necessidade de diminuir o problema da concentração de renda no país. Tal medida inovadora foi possível graças à continuidade dada às políticas econômicas do governo FHC. O combate à inflação, a ampliação das exportações e a contenção de despesas foram algumas das metas buscadas pelo governo. No entanto, o crescimento econômico do Brasil não foi capaz de acontecer sem a corrupção. No ano de 2005, o governo foi denunciado por realizar a venda de propinas para conseguir a aprovação de determinadas medidas. O esquema ficou conhecido como “Mensalão”. Em meio a esse clima, o governo Lula conseguiu vencer uma segunda disputa eleitoral. Durante seu segundo governo, a economia brasileira cresceu a passos largos. A inflação caiu para menos de 5% ao ano, o superávit comercial atingiu US$ 252 bilhões, as reservas internacionais líquidas passaram de US$ 16 Bilhões para US$ 285 Bilhões, o Brasil se tornou credor externo, com um saldo positivo de US$ 65 Bilhões, algo inédito na História do país, e reduziu a taxa de desemprego de 10,5% para 6,8%, pagou toda a dívida com o FMI e com o Clube de Paris e o Brasil se tornou credor do FMI, algo inédito na história do país, para quem emprestou US$ 10 Bilhões. Hoje, a dívida externa líquida é negativa em US$ 65 bilhões. Na política externa, aproximou-se dos países da África, da América Latina e do G-20. Teve participação ativa no Conselho de Segurança da ONU com o envio de tropas para a pacificação do Haiti. Conseguiu também trazer para o Brasil a Copa do Mundo da FIFA em 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016.

Fonte: Brasil Escola

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Formação das Monarquias/Estados Nacionais


Abaixo segue esquema/resumo da aula aplicada na turma de 7ª ano. O texto é bem simples, mas o intuito é fazer com que a partir da leitura desse esquema/resumo, o aluno possa relembrar o que foi visto em sala de aula e fixar melhor as idéias.

A FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS.

Fatores Gerais:

-Crise no sistema feudal;
-Renascimento comercial e urbano;
-Apoio da burguesia à realeza;
-Renascimento Cultural;
-Declínio da Igreja;

Características:
-Soberania;
-Território definido;
-Formação de exército nacional;
-Formação de uma burocracia;
-Impostos nacionais;
-Organização de uma justiça nacional;
-Idioma comum;
-Unificação monetária;
-Estado centralizado;
-Mercantilismo
Clique p/ampliar a imagem.

As Monarquias:

Monarquia Francesa:
Teve início com a dinastia Capetíngia.
-Aumento dos territórios;
-Fortalecimento do poder real;
-Organização do exército;
-Criação de uma moeda única;
Consolidou-se após a guerra dos Cem Anos.

A monarquia Inglesa:
Teve início com a dinastia Plantageneta.
-Henrique II – crise com os senhores feudais;
-Ricardo Coração de Leão (lutava nas cruzadas) – rei ausente;
-João-sem-Terra: autoridade fraca
#Revolta da nobreza;
#Instituição da Magna Carta;
-Henrique II: Guerra dos Cem Anos;
#Mais uma revolta da nobreza;
#Criação do Parlamento:
-Câmara dos Lordes: grandes nobres e alto clero.
-Câmara dos Comuns: pequena nobreza e burgueses.

Monarquias Ibéricas:

Guerra da Reconquista: expulsão dos árabes. Organizada pelos nobres, militares, clero e ricos comerciantes. Reinos participantes: Leão, Castela, Aragão e Navarra.


Espanha:

-União dos reis de Aragão (Fernando) e Castela (Isabel) – 1469.
-Consolidou-se após a tomada de Granada.
Portugal:
-União de D. Henrique de Borgonha (nobre francês) e Teresa (filha de Afonso VI rei de Castela);
-Condado Portucalense (dote);
-D. Afonso Henriques declara independência do condado (Dinastia de Borgonha);
#Interior: economia agrária, grandes propriedades de terra pertencentes ao clero e à nobreza.
#Litoral: economia baseada no comércio, na pesca e no artesanato. Sociedade formada por mercadores, artesãos e população mais pobre.
-D. Fernando;
-Dinastia de Avis: consolidação da Monarquia Portuguesa.

Sacro Império ------>Alemanha (só se unifica em 1870: Império Alemão);
Península Itálica--->Itália. (só se unifica em 1870).



Fontes:
BRAICK, Patrícia Ramos e MOTA, Myriam Becho. 7º ano: Da formação da Europa medieval à colonização do continente americano. 2ª ed. São Paulo: Moderna, 2006. (Col. História: das cavernas ao terceiro milênio)

Fonte: Só para Historiar

Primeira Guerra Mundial (1914-1918)




Entre 1871 e 1914, durante a chamada belle époque, a sociedade européia, liberal e capitalista, passou por uma das fases de maior prosperidade. O desenvolvimento industrial trouxe para boa parte da população um conforto nunca antes experimentado, enquanto a ciência e a técnica abriam possibilidades inimagináveis de comunicação e transporte, com a invenção do telégrafo, do telefone e do automóvel.
Entretando, as disputas territoriais entre as potências e a má distribuição dos benefícios do progresso entre a população criavam um clima de instabilidade constante. O risco de um confronte iminente pairava no ar. Até que, em 1914, as previsões se confirmaram, com o início da "guerra que ia acabar com todas as guerras", como se constumava dizer na época. Na prática, não foi isso que o mundo assistiu. Outro conflito, maior e ainda mais devastador, iria eclodir 25 anos depois.

A expressão Grande Guerra, cunhada para o conflito que pela primeira vez na história envolveu todo o planeta, se justifica pelas proporções que o confronto alcançou, pelo aparato bélico que foi mobilizado e pela destruição devastadora que provocou. As novas armas, fruto do desenvolvimento industrial, e os métodos inéditos empregados nos combates deram aos países capitalistas o poder quase absoluto de matar e destruir.
Por volta de 1914, havia motivos de sobra para o acirramento das divergências entre os paíseseuropeus. Era grande, por exemplo, a insatisfação entre as nações que tinham chegado tarde à partilha da África e da Ásia; a disputa ostensiva por novos mercados e fontes de matérias-primas envolvia muitos governos imperialistas; e as tensões nacionalistas, acumuladas durante décadas, pareciam prestes a explodir. O que estava em jogo eram interesses estratégicos para vencer a eterna competição pela hegemonia na Europa e no mundo.

Resumo completo

Causas do conflito

A disputa colonial: buscando novos mercados para a venda de seus produtos, os países industrializados entravam em choque pela conquista de colônias na África e na Ásia.
A concorrência econômica: cada um dos grandes países industrializados dificultara a expansão econômica do país concorrente. Essa briga econômica foi especialmente intensa entre Inglaterra e Alemanha.
A disputa nacionalista: em diversas regiões da Europa surgiram movimentos nacionalistas que pretendiam agrupar sob um mesmo Estado os povos de raízes culturais semelhantes. O nacionalismo exaltado provocava um desejo de expansão territorial.

Movimentos nacionalistas: os interesses da Alemanha, Rússia e França.
Entre os principais movimentos nacionalistas que se desenvolveram na Europa no início do século XX, podemos destacar os seguintes:

· Pan-eslavismo: buscava a união de todos os povos eslavos da Europa oriental. Era liderado pela Rússia.
· Pangermanismo: buscava a expansão da Alemanha através dos territórios ocupados por povos germânicos da Europa central. Era liderado pela Alemanha.
· Revanchismo francês: visava desforrar a derrota francesa para a Alemanha em 1870 (Guerra Franco-prussiana) e recuperar os territórios da Alsácia-Lorena, cedidos aos alemães.

A situação conflituosa deu origem à chamada paz armada. Como o risco de guerra era bastante grande, as principais potências trataram de estimular a produção de armas e de fortalecer seus exércitos.

A política das alianças:
O clima de tensão internacional levou as grandes potências a firmar tratados de alianças com certos países. O objetivo desses tratados era somar forças para enfrentar a potência rival.
A Tríplice Aliança: formada por Alemanha, Império Austro-húngaro e Itália.
A Tríplice Entente: formada por Inglaterra, França e Rússia.

A explosão da guerra mundial

Assassinato de Francisco Ferdinando (Sarajevo, Bósnia, 28/06/1914): foi o estopim que detonou a Primeira Guerra Mundial, quando as tensões entre os dois blocos de países haviam crescido a um nível insuportável.

Principais fases: primeira fase (1914/1915) movimentação de tropas e equilíbrio entre as forças rivais; segunda fase (1915/1917) guerra de trincheiras; terceira fase (1917-1918) entrada dos Estados Unidos, ao lado da França e da Inglaterra, e derrota da Alemanha.

Entrada da Itália – A Itália, membro da Tríplice Aliança, manteve-se neutra até que, em 1915, sob promessa de receber territórios austríacos, entro na guerra ao lado de franceses e ingleses.
Saída da Rússia – Com o triunfo da Revolução Russa de 1917, onde os bolcheviques estabeleceram-se no poder, foi assinado um acordo com a Alemanha para oficializar sua retirada do grande conflito. Este acordo chamou-se Tratado de Brest-Litovsk, que impôs duras condições para a Rússia.
Entrada dos Estados Unidos – Os norte-americanos tinham muito investimentos nesta guerra com seus amigos aliados (Inglaterra e França). Era preciso garantir o recebimento de tais investimentos. Utilizou-se como pretexto o afundamento do navio “Lusitânia”, que conduzia passageiros norte-americanos.
Participação do Brasil – Os alemães, diante da superioridade naval da Inglaterra, resolveram empreender uma guerra submarina sem restrições. Na noite de 3 de abril de 1917, o navio brasileiro “Paraná” foi atacado pelos submarinos alemães perto de Barfleur, na França. O Brasil, presidido por Wenceslau Brás, rompeu as relações com Berlim e revogou sua neutralidade na guerra. Novos navios brasileiros foram afundados. No dia 25 de outubro, quando recebeu a noticia do afundamento do navio “Macau”, o Brasil declarou guerra à Alemanha. Enviou auxilio à esquadra inglesa no policiamento do Atlântico e uma missão médica.

Conseqüências da guerra: a) O aparecimento de novas nações; b) Desmembramento do império Austro- Húngaro; c) A hegemonia do militarismo francês, em decorrência do desarmamento alemão; d) A Inglaterra dividiu sua hegemonia marítima com os Estados Unidos; e) O enriquecimento dos Estados Unidos; f) A depreciação do marco alemão, que baixou à milionésima parte do valor, e a baixa do franco e do dólar; g) O surgimento do fascismo na Itália e do Nazismo na Alemanha.

Os "14 Pontos do Presidente Wilson"

Em mensagem enviada ao Congresso americano em 8 de janeiro de 1918, o Presidente Wilson sumariou sua plataforma para a Paz que concebia:

1) "acordos públicos, negociados publicamente", ou seja a abolição da diplomacia secreta; 2) liberdade dos mares; 3) eliminação das barriras econômicas entre as nações; 4) limitação dos armamentos nacionais "ao nível mínimo compatível com a segurança"; 5) ajuste imparcial das pretensões coloniais, tendo em vista os interesses dos povos atingidos por elas; 6) evacuação da Rússia; 7) restauração da independência da Bélgica; 8) restituição da Alsácia e da Lorena à França; 9) reajustamento das fronteiras italianas, "seguindo linhas divisórias de nacionalidade claramente reconhecíveis"; 10) desenvolvimento autônomo dos povos da Áutria-Hungria; 11) restauração da Romênia, da Sérvia e do Montenegro, com acesso ao mar para Sérvia; 12) desenvolvimento autônomo dos povos da Turquia, sendo os estreitos que ligam o Mar Negro ao Mediterrâneo "abertos permanentemente"; 13) uma Polônia independente, "habitada por populações indiscutivelmente polonesas" e com acesso para o mar; e 14) uma Liga das Nações, órgão internacional que evitaria novos conflitos atuando como árbitro nas contendas entre os países.

Os "14 pontos" não previam nenhuma séria sanção para com os derrotados, abraçando a idéia de uma Paz "sem vencedores nem vencidos". No terreno prático, poucas propostas de Wilson foram aplicadas, pois o desejo de uma "vendetta" por parte da Inglaterra e principalmente da França prevaleceram sobre as intenções americanas.

O Tratado de Versalhes: conjunto de decisões tomadas no palácio de Versalhes no período de 1919 a 1920. As nações vencedoras da guerra, lideradas por Estados Unidos, França e Inglaterra, impuseram duras condições à Alemanha derrotada. O desejo dos alemães de superar as condições humilhantes desse tratado desempenhou papel importante entre as causas da Segunda

Guerra Mundial:

- Restituir a região da Alsácia-Lorena à França.
- Ceder outras regiões à Bélgica, à Dinamarca e à Polônia ( corredor polonês).
- Ceder todas as colônias.
- Entregar quase todos seu navios mercantes à França, à Inglaterra e à Bélgica.
- Pagar uma enorme indenização em dinheiro aos paises vencedores.
- Reduzir o poderio militar de seus exércitos limitados a 100 mil voluntários, sendo proibida de possuir aviação militar, submarinos, artilharia pesada e tanques, e o recrutamento militar foi proibido.
- Considerada a grande culpada pela guerra.

A formação da Liga das Nações: em 28 de abril de 1919, a Conferência de Pás de Versalhes aprovou a criação da Liga das Nações, com a missão de agir como mediadora nos casos de conflito internacional, preservando a paz mundial. Entretanto, sem a participação de países importantes como os Estados Unidos, União Soviética e Alemanha, a liga revelou-se um organismo impotente.
A ascensão econômica dos Estados Unidos no pós-guerra: os Estados unidos alcançaram significativo desenvolvimento econômico através da exportação de produtos industrializados. A Europa tornou-se dependente dos produtos americanos.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nossos sinceros agradecimentos ao Grupo Humanas



Professores, Alunos e Gestores do Colégio Estadual Padre José Vasconcelos (Jardim Nova Esperança) e do Colégio Estadual Presidente Costa e Silva (Ribeira), agradecem ao Grupo Humanas, meus queridissímos amigos Profº Yomar Seixas, Profº Zé Carlos Bastos Bastos e ao Profº Ricardo Carvalho pelas bolsas concedidas aos alunos do 3º ano, que pelo segundo ano consecutivo tem a oportunidade de participar do Curso Humanas preparatório para Vestibulares e ENEM. Acreditamos que esta parceria contribui para formação cidadã e acadêmica de nossos jovens. Ano passado foram 12 alunos aprovados nos vestibulares, esse ano queremos o dobro, o triplo....
Nossos alunos tiveram a idéia de gravar esse vídeo, espero que vocês gostem... Me emocionei muito, chorei...
Saudações aos que tem coragem de modificar a EDUCAÇÃO!!!
Nossos sinceros agradecimentos a vocês três e a todos os professores que participaram das aulas.

Profª Diana Costa

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Uma rocha de esperança – Memorial Martin Luther King Jr.

Memorial em homenagem a Martin Luther King Jr. emociona comunidade negra nos EUA.

Washington D.C - O som não chega ao fundo do imenso parque nos arredores de onde está sendo inaugurada a estátua do primeiro negro no mais importante memorial dos Estados Unidos, o National Mall. A multidão, revoltada, reclama em coro “Não dá para ouvir nada!”, os técnicos de som tentam ajustar o problema. “Isso é boicote do Tea Party”, grita alto uma senhora negra. O comentário provoca risos. A piada é perfeita para a situação, afinal o Tea Party é um movimento de extrema direita que vem ganhando força política nos últimos anos, tornando-se um dos mais radicais opositores do presidente Obama.

O dia é histórico. Depois de mais de 40 anos do assassinato do maior líder da história recente dos EUA, finalmente Martin Luther King Jr. teve seu legado reconhecido. Hoje, 16 de outubro de 2011, ele é legitimado no panteão dos heróis da nação estadunidense.

O monumento de 9 metros é composto da imagem do pastor em relevo, dentro de uma rocha, em referência a um dos seus famosos discursos, no qual usou uma metáfora para explicar a luta pelos direitos civis “fora da montanha do desespero, uma rocha de esperança”.

jcuanews.files.wordpress.com

O local escolhido é bastante especial. Somente os chamados “pais da nação” têm sua imagem naquele espaço. George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Franklyn Roosevelt - todos ex-presidentes-, agora dividem sua glória com aquele que mudou a história do país, que até a década de 60 ainda tinha banheiros separados para negros e brancos.

No palco, autoridades e ativistas dividem o espaço para fazerem sua saudação para as mais de 50 mil pessoas que estiveram presentes na manhã de outono em Washington D.C. A multidão é majoritariamente negra. São jovens, adultos e idosos. Alguns até mesmo conheceram o Dr. King, ou assistiram pela TV a notícia do assassinato do pastor que à época tinha apenas 39 anos. Muitos inclusive participaram da rebelião que ocorreu em várias partes do país após a informação que o líder do movimento fora assassinado por motivo político.

Na mesma Washington onde a estátua de King está sendo inaugurada, vários bairros ficaram completamente destruídos pela revolta popular e só foram reformado recentemente,-no final dos anos 90 - para a chegada da classe média branca (e expulsão dos negros, latinos e pobres) no processo conhecido em inglês como “gentrification”.

Vermelho, verde e preto são as cores das bandeiras que estão sendo vendidas na multidão por 3 dólares. A bandeira é o símbolo da “Black America”, diz o vendedor. A senhora de cabelo grisalho também está emocionada com o dia histórico e compra o broche com a inscrição “Memorial Martin Luther King: eu fui!”. Perto dali dezenas de turistas, em sua maioria asiáticos, buscam o melhor ângulo para tirar foto da Casa Branca, parecem não entender bem o que está acontecendo na chocolate city - Washington D.C tem uma das maiores concentrações de negros dos EUA.

Apesar de histórico, o evento foi controverso, tinha sido adiado por conta de um inesperado furacão que atingiu a costa leste dos EUA há aproximadamente dois meses. A poetiza Maya Angelou reclamou da frase, artistas questionaram o fato do escultor não ser afro-americano – o artista Lei Yixin, autor da obra, é chinês.

De fato, o dia 28 de agosto era a data exata onde a poucos metros de onde está o monumento, há 43 anos, Martin Luther King Jr fez seu mais famoso discurso, que apesar de ser chamado “Eu tenho um sonho”, na verdade, não tinha um título definido. Segundo a versão dos que estavam presentes no dia, a parte do sonho foi um improviso que havia ocorrido depois de uma pessoa do palco, amiga de King, instigar o carismático orador a falar se seus sonhos.

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Milhares de pessoas estão sentadas em cadeiras de aço providenciadas pela produção do evento, algumas pessoas, entretanto, não quiseram arriscar e trouxeram as suas de metrô. A distância estre a estação e o monumento é longa, mas parece valer a pena. Essas pessoas já doaram alguns dólares para construção do projeto, que custou US$ 120 milhões, ver a obra final e o discurso do presidente é o que motiva a caminhada.

A maioria está com um boné branco que ganharam na entrada do evento. Na parte frontal lê-se: Martin Luther King Jr, a vida, o sonho e o legado. Já na parte de trás a marca do patrocinador, Tommy Hilfiger, a famosa grife de luxo que tenta reverter um suposto spam que circula há anos na internet no qual o dono da empresa teria dito que não criou a marca para negros usarem. O estilista já foi ao programa de Oprah Winfrey desmentir o boato, que ainda circula em caixas de e-mail de todo mundo, mas a imagem ficou. A repercussão negativa do caso provavelmente fez com que a empresa decidisse apoiar o histórico evento.



Discursos

O clima de calmaria muda complemente quando o microfone é passado para um dos maiores ativistas negros contemporâneos, o reverendo e comunicador Al Sharpton. “Nós não estamos aqui por causa do Obama, estamos aqui por causa de nossas mamas”, grita ironicamente o ex-candidato a prefeito de Nova Iorque, referindo-se a necessidade de dar continuidade ao legado de King, Rosa Parks e de outros heróis da luta pelos direitos civis nos EUA.

Outro que faz discurso inflamado é o pastor Andrew Young que acaba de lançar um canal de TV em sinal aberto. “We left the outhouse to come to the White House”, a forte frase que perde a rima em português, faz alusão ao fato de que antigamente as casas possuíam um anexo que era usado apenas para serviçais, com banheiro separado para negros, porém hoje um negro ocupa a Casa Branca.

Sharpton e Young são parte do grupo de líderes negros que continuam apoiando o primeiro presidente afro-americano da história, assim com a maioria dos presentes. Porém, não tem sido assim com todos que declararam suporte a Obama em 2008.

Al Sharpton

Influentes líderes como o filósofo e professor da famosa Princeton University, Cornel West e o comunicador Tavis Smiley estão cobrando publicamente mudanças no país que vê sua economia sendo deteriorada, a classe média empobrecendo e uma comunidade negra com nível de desemprego de 17.2%, chegando até mesmo a 20% em alguns estados.

Críticos dizem, entretanto, que a verdadeira razão para o rompimento público desses líderes teria sido o distanciamento que o outrora amigo pessoal tomou após assumir o posto de presidente. “Eu acho que ele tem mantido distância de mim. Não há dúvidas que ele não quer ser identificado com um negro esquerdista. Eu estou falando de uma ligação, cara. Isso é tudo...uma ligação particular” disse o escritor Cornel West ao New York Times em julho desse ano. Seja como for, o descontentamento com a crise econômica e o desemprego é percebido em todas as partes do país. Na tarde desse domingo Cornel West foi preso depois de se recusar a sair das escadas da Suprema Corte em Washington durante o protesto "Ocupe D.C". Apesar de ter sido preso pela polícia local, o fato deve esquentar mais ainda o debate Cornel X Obama.

Emoção

O projetor começa a exibir uma imagem que causa frisson no público presente. O casal Obama aparece com suas filhas. Berenice King e Martin Luther King III, filhos do líder negro, seguem ao lado do presidente. Um coral gospel canta “glória, glória, aleluia” ao estilo das igrejas negras do Harlem. Na platéia uma senhora grita “amém”. Não é um culto evangélico, mas para os negros americanos política e fé parecem ser coisas indissociáveis. Foi assim com Marcus Garvey (Católico), Malcom X (mulçumano) e o próprio Martin Luther King (evangélico).

Obama inicia o discurso e é interrompido pela multidão que grita “mais quatro anos, mais quatro anos!”. Um manifestante surge na multidão descontrolado, gritando palavras desconexas contra o presidente e é “convidado a se retirar” pelo forte esquema de segurança. A multidão aplaude a iniciativa.

Obama, que está em outro palco, por motivos de segurança, não vê a confusão e segue seu discurso evocando o legado de Dr. King. “É importante nesse dia lembrarmos que o progresso não chega facilmente (…) Nós nos esquecemos, mas, durante sua vida, Dr. King nem sempre foi considerado uma figura de unidade. Ele (King) foi atacado até mesmo pelo seu próprio povo, os que achavam que ele estava indo rápido demais ou os que achavam que ele estava muito devagar”.

Ainda lembrando-se da mensagem política de Luther King, Barack Obama surpreende ao dar apoio indireto ao movimento que vem questionando o poder das corporações. “Se estivesse vivo hoje, ele (Martin Luther King) iria nos lembrar que o trabalhador desempregado está certo em questionar os excessos de Wall Street, sem demonizar todos os que trabalham lá”. A frase é uma referência ao movimento “Ocupe Wall Street”, que começou com uma pequena manifestação de movimentos antiglobalização, anarquistas e hackers e hoje já ganhou apoio de figuras como os escritores Noam Chomsky, Naomi Klein, o cantor Kanye West e está espalhado por todo o país. A questão é se o movimento vai ter fôlego e organização para se tornar um espécie de Tea Party de esquerda, capaz de influênciar as próximas eleições.

Stevie Wonder encerra a cerimônia. Antes dele, o público já havia assistido a performance de Aretha Franklin, que também cantou na posse de Obama, em janeiro 2009, quando o país ainda estava repleto de esperança.

Poder econômico

Na platéia, um senhor negro de 84 anos contempla a música. Sentado, com as pernas cruzadas, ele está vestido de maneira muito especial. Chapéu panamá, lenço vermelho no paletó e suspensório. Ele veio do Alabama, sul do país, chegou sozinho, só para prestigiar o evento. Entre seus amigos está o homenageado do dia de quem foi companheiro na Marcha sobre Washington por Trabalho e Liberdade, em 1963.

“Conheci todos eles: King, Rosa Parks e outros que você nem vai saber quem é”, diz o pastor Al Dixon. Mas, é ao falar da questão econômica que o senhor Dixon mostra sua paixão e revela: “Dr. King tinha muita preocupação com o desenvolvimento econômico da comunidade negra. “A luta de King era por ‘silver’ rights, não somente por ‘civil’ rights”. Fazendo uma referência a necessidade da comunidade negra ter acesso ao capital financeiro.

Al Dixon possui um abrigo para centenas de pessoas e é proprietário de jornal na cidade de Tuskegee. Para ele, o problema com o desemprego na comunidade negra tem um motivo, a falta de empreendedorismo da juventude negra. Depois da integração na sociedade branca, os afro-americanos teriam perdido seus negócios com a ilusão de que poderiam trabalhar para as grandes corporações. “Hoje o jovem entra na universidade, pega o diploma e quer ser empregado nas empresas dos brancos, nas grandes corporações. Eles deveriam buscar ser proprietários de negócios. Antes pelo menos tínhamos hotéis, jornais, clubes, agora não temos nada”.

Eleições

O plano de Obama para esse ano é aprovar na Câmara e Senado uma pacote que irá investir US$ 447 bilhões para criação de postos de trabalho. Caso consiga aprovar o plano e gerar empregos até as próximas eleições marcadas para novembro de 2012, o primeiro presidente negro dos EUA conseguirá se re-eleger, dizem os analistas. A tarefa não é simples, ele tem altos índices de reprovação. A chamada “América Negra” de Dr. King encontra-se em sua pior fase. Há mais jovens negros na prisão do que nas universidades e 49% das crianças negras nascem em lares em situação de vulnerabilidade e pobreza. A esperança foi substituída pelo ceticismo.

Obama, na avaliação de ativistas, não teria cumprido promessas importantes de campanha, apesar de ter avançado em questões como a representatividade no governo, direitos da comunidade LGBT, o aumento dos impostos das maiores fortunas e a reforma no sistema de saúde. Já oposição republicana comemora o desgaste de Obama. As bases para a sua volta triunfante para a Casa Branca estão preparadas. Se depender dos republicanos, e do Tea Party, o sonho de King ficará adiado por mais algum tempo, mesmo com monumento no National Mall e status de herói nacional.

Veja galeria de fotos do evento - http://flic.kr/ps/23KTdb

- Paulo Rogério Nunes, de Washington D.C, especial para o Correio Nagô.