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Enfim assuntos sobre o passado e sobre nosso cotidiano relacionado à História do Brasil e do Mundo.







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sábado, 2 de junho de 2012

QUEM SE IMPORTA COM O FUTURO ALHEIO?


Doze dias de greve dos policiais na Bahia foram capazes de revolver diversos segmentos da sociedade baiana, não apenas na negociação diária em busca de saídas para o impasse entre grevistas e o governo do estado, mas, sobretudo no debate irado que se travou nos meios de comunicação em torno do argumento do desamparo ao qual a população estava submetida e dos prejuízos gerados à economia pela redução da circulação de pessoas no comércio.
Os telejornais locais e os nacionais deram ampla cobertura ao fato e o barulho social gerado pela paralisação tinha força de um urro, ora acusando o governador de omisso e irresponsável por não negociar com os policiais, ora acusando os policiais de bandidos, irresponsáveis e até de contribuírem diretamente para o aumento do número de homicídios. Em outras palavras, parte da imprensa disse com muito prazer que uma certa polícia miliciana andou executando gente durante a greve a torto e a direito.
METRÔ – Há pouco mais de uma semana a maior cidade do País, São Paulo, acordou com os metroviários de braços cruzados e mesmo quem vive no Amapá foi bombardeado o dia inteiro por imagens televisivas de todas as emissoras mostrando do alto a cidade caótica, cena, aliás, que nem precisa de paralisação de metrô para ser capturada por câmeras de TV, em se tratando de São Paulo. A greve não durou um dia. O poder político e o poder econômico, diante do prejuízo que se desenhou, arranjaram uma solução urgente e 24 horas depois tudo estava resolvido, com conquistas para os metroviários.
Em Salvador, que nunca pôde contar com o luxo de ter um metrô, no mesmo dia quem cruzou os braços foram os motoristas e cobradores de ônibus, deixando cerca de um milhão de pessoas sem transporte e reduzindo radicalmente a circulação de dinheiro no comércio. Como quem anda de ônibus em Salvador está em muita desvantagem social e econômica em relação a quem anda de metrô em São Paulo, a coisa demorou um pouquinho mais que lá para se resolver, mas a greve não se estendeu nem até o fim de semana.
RENITENTE - Enquanto isso, na Bahia, numa outra dimensão da vida, para um grupo de pessoas que de certo modo carregam nas costas a única idéia de futuro que este país pode ter, os professores, uma greve se arrasta caminhando para dois meses, 60 dias, e a impressão que se tem na capital, em Salvador, é que nada está acontecendo, que nada está fora do lugar ou da ordem. Milhares de alunos sem aula há praticamente 60 dias, um discurso renitente do governo que contesta até as decisões judiciais sobre o pagamento dos salários dos professores e com exceções de uma reportagem de TV aqui e ali ou de um comentário de apresentador, quem parece socialmente incomodado com a greve e suas consequências.
Quando a polícia para e todo mundo fica com medo de sair às ruas e deixa de fazer compras, a economia do país e o medo da violência crescer ainda mais fazem a população comum sair do silêncio, mesmo que seja para dizer absurdos. Quando o transporte público para e os empregados não podem ir trabalhar e o comércio e a indústria veem essas ausências transformadas em perda concreta de dinheiro, dá-se um jeito de forçar o poder público a se virar nos 30, negociar o que quer que seja para a ordem das coisas se restabelecer. E a cidade vazia, os shopping centers vazios e a paisagem das ruas sem polícia ou sem ônibus geram excelentes imagens de TV.
OFENDIDOS - Já milhares de meninos e meninas pobres, sem aula, cada um em sua casa, sem poder nenhum, que imagem haverão de gerar para o telespectador? A lógica parece simples e não é da televisão, mas, antes, da sociedade. Quando os policiais ou os metroviários e rodoviários cruzam os braços, a sociedade compreende imediatamente que o seu presente, o imediato, o aqui e o agora estão comprometidos. E como pode o direito de ir e vir do cidadão ser assim cerceado, pensa a maioria e aponta a metralhadora de pressão para os governantes descansados, obrigando-os a reagir.
Já os professores da rede pública, se cruzam os braços, quem se importa? Isso não diz respeito ao presente de ninguém, somente ao futuro, e mesmo assim já incerto, de um universo de jovens pobres para quem a greve, cada vez mais silenciosa socialmente, é apenas mais um elemento de consolidação da falta de acesso à cultura, à informação e à formação que os habilitariam a entrar na universidade sem serem ofendidos porque precisam de cotas. A greve dos professores quase não passa na TV porque diz respeito ao futuro alheio.
Malu Fontes é jornalista, doutora em Comunicação e Cultura e professora da Facom-UFBA. Texto publicado originalmente em 03 de junho de 2012, no jornal A Tarde, Caderno 2, p. 05, Salvador/BA; maluzes@gmail.com
A Tarde/BA
03/06/2012

4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil





Estão abertas as inscrições para a
4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil
 
O Museu Exploratório de Ciências – Unicamp convoca estudantes e professores de todo o país a participarem da 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site até dia 10 de agosto.
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa única na área de ciências humanas em todo o Brasil. Em 2011, a Olimpíada contou com mais de 65 mil inscritos, com representantes de todos os estados do território nacional.
Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores de história e alunos do oitavo e nono anos do Ensino Fundamental e das séries do Ensino Médio em um trabalho coletivo de estudar não apenas o conteúdo das questões propostas, mas de desenvolver um olhar crítico para a história. Dessa forma, é valorizado o processo de aprendizagem e construção do conhecimento. O contato direto com documentos históricos permite aos participantes trabalharem como historiadores, à medida que processam as informações exigidas nas respostas das questões em cada fase.
Este ano, a primeira fase terá início em 20 de agosto e a fase final presencial acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
O Museu Exploratório de Ciências custeará as passagens de avião de 37 equipes para participarem da final, selecionadas de acordo com sua pontuação nas fases online. Serão selecionadas: para cada estado da federação, a equipe com maior pontuação; a equipe de escola pública com maior pontuação em cada uma das cinco regiões do país (norte, nordeste, sudeste, sul e centro-oeste) e as cinco equipes de escola pública com maior pontuação, independente da região.
Os professores responsáveis por essas equipes serão convidados a permanecer na Unicamp para realizar um curso de capacitação de uma semana, com custos de hospedagem cobertos também pelo Museu, após a final da Olimpíada.
A Olimpíada premiará escolas, alunos e professores, com 60 medalhas de ouro, 100 de prata e 140 de bronze, além de certificados de participação para todos os inscritos e todas as escolas participantes.
Gabriela Villen
Assessoria de Imprensa
Museu Exploratório de Ciências
Universidade Estadual de Campinas
www.mc.unicamp.br
imprensamuseu@reitoria.unicamp.br
(19) 3521 1729

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Os 5 princípios da boa escrita

Não pense que escrever bem é apenas evitar erros gramaticais. Confira 5 dicas que podem ajudar você a escrever bem sobre qualquer assunto


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Crédito: Shutterstock.com

Um bom texto vai muito além da ausência de erros gramaticais, de pontuação ou concordância
 
Durante as aulas de redação, muitas vezes não fica claro qual o conceito de um bom texto e, por isso, os alunos acreditam que um texto bem escrito é aquele sem erros gramaticais, de pontuação ou concordância. No entanto, um bom texto vai muito além disso.
 
» Como escrever o parágrafo introdutório
» Como escrever uma conclusão
» 5 dicas para escrever um discurso de graduação
 
Para que um texto seja considerado bom, ele precisa, além de todos os fatores citados anteriormente, responder aos interesses e necessidades do leitor. Confira quais são os principais aspectos de uma boa escrita:
 
 

Princípios de uma boa escrita: 1. Propósito

O seu texto deve ter um objetivo claro. Ou seja, você precisa saber com certeza o que está escrevendo e por qual motivo está escrevendo aquilo.  
 

Princípios de uma boa escrita: 2. Clareza

Seja específico. Explique o que você quer com concisão e clareza, para que o seu leitor entenda, desde o princípio, o que você está querendo dizer com aquele texto.  
 

Princípios de uma boa escrita: 3. Informações específicas

Use dados e estatísticas para validar o tema da sua redação. Use informações relacionadas ao tema para que ele tenha um aspecto mais informativo e interessante, que chame a atenção do leitor. Não se esqueça de verificar se essas informações são verdadeiras.  
 

Princípios de uma boa escrita: 4. Conexões

Evite jogar todas as informações no papel. Procure organizá-las de maneira que o final de um parágrafo já sirva como uma breve introdução para o que vai ser dito no parágrafo seguinte.  
 

Princípios de uma boa escrita: 5. Palavras apropriadas

Fique atento à escolha de palavras. Primeiro defina se será um texto formal ou informal e, a partir daí, escolha quais palavras se encaixarão melhor naquilo que você pretende dizer. Não escreva períodos muito longos, seja conciso, claro e enfático.